Djokovic busca 25º Grand Slam e iguala Federer em Wimbledon com dois jogos

Djokovic busca 25º Grand Slam e iguala Federer em Wimbledon com dois jogos

Novak Djokovic está a duas vitórias de conquistar o que seria o maior feito individual na história do tênis: um 25º título de Grand Slam, marca que nenhum jogador - homem ou mulher - jamais alcançou. O sérvio de 39 anos enfrenta o atual número 1 do mundo, Jannik Sinner, nas semifinais de Wimbledon, com uma vaga na grande final e um pedaço da história como prêmio. Uma vitória no torneio também igualaria o recorde de oito títulos masculinos no All England Club, atualmente detido por Roger Federer.

O momento ganha ainda mais dimensão quando se observa um curioso padrão estatístico: todas as vezes em que a Copa do Mundo FIFA foi disputada desde 2014, Djokovic saiu de Wimbledon como campeão. O sérvio ergueu o troféu em 2014, 2018 e 2022 - anos de Copa -, derrotando respectivamente Roger Federer, Kevin Anderson e Nick Kyrgios nas respectivas finais. Com o torneio mundial em andamento agora, o paralelismo virou assunto nas rodas de discussão esportiva. O esporte é feito também dessas coincidências que capturam a imaginação do público, da mesma forma que narrativas de virada marcam épocas em qualquer modalidade - como aconteceu com a virada da NAVI na IEM Atlanta, que ficou gravada na memória dos fãs de esports. Evidentemente, a Copa do Mundo não exerce influência direta sobre a grama de Londres, mas o dado alimenta a narrativa em torno de um dos maiores atletas da história.

A barreira chama-se Sinner

Para chegar à final, Djokovic terá de superar o obstáculo mais difícil do circuito atual. Jannik Sinner não é apenas o número 1 do mundo e o campeão defensor em Wimbledon - ele também detém uma vantagem no confronto direto com o sérvio. O retrospecto geral entre os dois é de 6 a 5 em favor do italiano, que venceu cinco dos últimos seis duelos entre eles. Na semifinal do ano passado, no mesmo palco, Sinner foi categórico e eliminou Djokovic em sets diretos, uma derrota que ainda ecoa como motivação extra para o sérvio.

Sinner integra um seleto grupo de apenas oito tenistas que possuem saldo positivo contra Djokovic em confrontos múltiplos - uma lista que, por si só, diz muito sobre a dominância histórica do sérvio. Mas Djokovic construiu sua carreira exatamente sobre a capacidade de responder quando pressionado, de reagir quando parecia encurralado. A semifinal desta edição representa, portanto, uma oportunidade direta de revanche e de reafirmação.

A fronteira histórica dos 25 títulos

O que torna este momento singular vai além do troféu de Wimbledon. Djokovic atualmente acumula 24 títulos de Grand Slam, igualando a lendária Margaret Court, recordista absoluta entre homens e mulheres. Uma vitória no torneio o colocaria sozinho no topo da história, ultrapassando uma marca que resistiu décadas. Aos 39 anos, o sérvio segue competindo no mais alto nível, desafiando não apenas adversários dentro de quadra, mas também o próprio tempo.

A trajetória de Djokovic em Wimbledon nesta edição é a de um veterano que conhece cada centímetro da grama do All England Club. Chegar às semifinais já exige consistência e qualidade excepcionais. Mas para o próprio Djokovic - e para qualquer observador honesto do esporte -, este torneio só termina de duas formas: com mais um recorde ou com mais uma lição sobre a imprevisibilidade que faz do tênis, e do esporte em geral, algo que vale a pena acompanhar.